quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vício

Este pensamento de que a TV é endoscópica, é interessantíssimo, quase toda programação da tv fala dela mesma, temos muitos programas que falam de programas que passam na própria televisão. Programas que falam de novelas, da programação de certos canais, por exemplo, só me deixam pensar ainda mais sobre o porquê de tanto vício, talvez seja a preferência pela linguagem icônica do que pela lógico-verbal, ou talvez por pura sintaxe coordenativa por ser democrática e te fazer pensar que é superior.
O homem é assistido pela tv ou ele a assiste? Ele é o refém dela, ou ela é refém dele? Bem... os dois, pois se a tv se diversificar muito ela perderá o seu público, e o homem já se tornou possuidor do vício de olhar para as ondas televisivas.
Depois de inúmeras tentativas de se passar para tela o que está documentado nos livros chego à seguinte conclusão,o lucro, tudo não passa de uma tentativa de massificação para alcançar todo o público. E se é mais fácil trabalhar com imgens, é isso que será feito...
Mas e o meu blog... é repleto de textos. Será que no lugar destas palavras eu devo colocar uma imagem que sintetize o que quero dizer? Não custa tentar entrar para o mundo gráfico.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O que é bom pra saúde?

Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago.
Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.
Viajar me deixa anciosa antes de embarcar, mas depois desvendo a aventura.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Beijar é melhor do que fumar.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada.

Viva... intensamente, sem ligar muito para o dizem ser ou não bom pra você...
porque eu ... sei o que me faz melhor e feliz.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pensar com a própria cabeça: Exigência da Qualidade

Resumo: Filosofia é a reflexão que nasce do espanto do homem diante da realidade em que vive. Pensar com a própria cabeça torna o homem mais flexível para pensar, repensar, buscar uma compreensão, e mudar. Pelo espanto crescemos em conhecimento, através dele liberamos nossos canais de percepção de tudo o que nos rodeia. E hoje, existe espaço para se falar de FILOSOFIA?

Coisas transitórias e úteis determinam a conduta humana em meio às crises econômicas, guerras, misérias, desastres ecológicos, neste contexto é possível encontrar espaço pra a reflexão filosófica? Em face à complexidade do mundo contemporâneo, na era do conhecimento, há lugar para a filosofia, um saber por muitos considerado desinteressante?
Definida como a busca da verdade e a busca da felicidade, a filosofia tem o questionamento de sabedoria, que é sem duvida a chave para a felicidade. Mas e nos dias atuais pode a filosofia dar respostas para os avanços técnico-científicos?
Sabemos que nossa bagagem pessoal contribui na personalidade que adquirimos, e construímos durante nossa vida um conhecimento chamado de senso comum, que são as receitas do nosso dia-a-dia, é aquela explicação do povo para o povo sob um ponto de vista, que passa com o tempo a ser a “verdade” de um determinado grupo de pessoas, também pode-se dizer que senso comum é a compreensão popular de algum aspecto da realidade.
Aristóteles fala que o homem busca a perfeição (a essência durante sua existência), se o ideal dos seres humanos é de diferentes formas buscar a felicidade, e o pensar com a própria cabeça, pode aumentar as perspectivas do homem sobre o que acontece ao seu redor, esta é uma forma da filosofia atingir a todos, a rua, a praça pública, o mundo inteiro como um conhecimento do “Eu”.
O pensar com a própria cabeça seria pensar por si mesmo, ignorando totalmente a intervenção dos pensamentos de outrem. Realizar esta linha de pensamento é ir além do senso comum, é aprofundar o saber, é saber fazer uso vantajoso do que se sabe, é decidir como deve viver.
Como a filosofia é a ciência da reflexão? Através do espanto que o homem sente diante da realidade por ele vivida, este pensa com a própria cabeça, portanto aumenta o desejo de conhecimento, abrangendo o mundo da linguagem, das comunicações.
Reflexão que nasce também da admiração, assim, admirar-se perante qualquer coisa é ter a capacidade de problematizar o que parecia evidente, procurando esclarecer o que se apresenta como obscuro. Reflexão que nasce também da inquietação, da angústia, do medo e, sobretudo, da coragem, onde conseguimos sair da subjetividade e aproximar da realidade do mundo concreto.
A Filosofia, procurando responder às questões próprias deste tempo, instala-se nas academias, nas ruas, nos cafés, na praça pública, nos cursos particulares, nas conferências, nos livros, nos best-sellers. Nos dias atuais, a era da Filosofia esta unida à época da ciência e da técnica e sua busca pela sabedoria se traduz num saber profundamente interessado no caminho, na existência do homem, onde o pensar com a própria cabeça o faz compreender melhor o sentido da vida pessoal e profissional constituindo-se significativamente em liberdade e em criação, pois o homem evolui apoiado na criatividade.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Fotografia

Em termos técnicos, existem 4 pontos fundamentais para a fotografia.

  • Foco - é a área de maior nítidez da imagem, e asua regulagem está no primeiro anel da câmera. É um efeito ótico que torn imagem vizulizada nítida no ponto no qual os raios de luz convergem. Tem escala, em metros: 0,45; 0,50; 0,55; 1; 2; 3; 5; 10...
  • Diafragma - dispositivo localizado na lente da câmera, controla a quantidade de luz. Tem escala, mede a área coberta: 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32...
  • Obturador - é um dispositivi localizado no corpo da câmera que abre e fecha, como uma cortina, controlando a entrada de luz. Tem uma escala de velocidade.
  • Sensibilidade - é a capacidade do filme de ser mais ou menos sensível à luz. pode ser medida de três formas: sensibilidade Dura, de muita qualidade, um filme com sensibilidade normal, usado para condições normais, ja um filme de sensibilidade rápida tem pouca qualidade.

Objetiva: é o elemento óptico que foca a luz da imagem no material senspivel da câmera.

  • Normais 50mm - visão humana.
  • Teleobjetia 55mm até 1000mm - amplia aimagem para longa distância,, reduz o ângulo de visão e focaliza os detalhes em ângulo maior.
  • Grande ângula 8mm até 45mm - amplia o ângulo de visão eisto diminui a imagem. Zoom - seu alcance é limitado, e a imagem fica mais escura.
  • Shift Lens - ajusta os ângulos de uma imagem quando a foto é tirada apartir de um lado do objeto.
  • Reflex - tem dois espelhos, um na frente do outro, o que faz aumentar o tamanho da imagem.
  • Macro - como uma teleobjetiva para coisas pequenas.
  • Micro - fotos muito próximas.

Hipertexto

Hipertexto e seus principais autores

- Michael Bakhtim - Polifonia - “várias vozes”texto dialógico para haver sentido.

- Derridar - trabalha o conceito de descontrução do conhecimento.

- Umberto Eco - obra aberta, obra inacabada

- Julia Kristeva diz que todo texto se contrói como um mosaico de citações- Intertextualidade

- Genett - Palimpsesto - camada de textos. Transtextualidade (transversal)

- Gilles Delleuze - Rizoma (escrita em rede - raízes) "corpos sem órgãos". Redes neurais

- Milton Santos - A cada sistema técnico cria-se uma psicoesfera. Informação é proporcional.

Hipertexto = associações (faz parte do nosso dia-a-dia)
hipertexto é linguagem, independe da web.
se não tem interatvidade, não tem hipertexto.
o hipertexto também em parte é uma lógica de controle.

Criatividade

O gênio criador _ de Cleusa K. Sakamoto

A definição de criatividade

É um vocábulo da atualidade, que freqüentemente quer designar algo muito distinto, de acordo com o ponto de vista de quem o utiliza.
Muitas vezes a criatividade é referida como ação, ou a vemos traduzida como potencial, algumas vezes como sinônimo de um tipo específico de pensamento, muitas vezes é considerada um tipo de solução positiva para uma situação cotidiana ou excepcional.
Ao ser estudada cientificamente, é considerada a partir de quatro aspectos habituais: 1 – do ponto de vista da pessoa criativa, 2 – do ponto de vista do processo criativo, 3 – do ponto de vista do produto criativo e, 4 – do ponto de vista das influencias ambientais.
Nas áreas de atuação profissional, abordam sempre uma de suas faces de modo peculiar. Para o artista a criatividade é algo espontâneo, singular e passageiro. O cientista busca ter um domínio de seu conhecimento, para desvendá-lo e poder compreendê-lo e explicá-lo. Existem aqueles que vêem como integrante do aprendizado e da pessoa, por outro lado vemos aqueles que estimulam a atividade criadora sem saberem, tem os que não levam em conta o potencial criativo no contexto da aprendizagem. Para o cidadão comum criatividade é algo inexplicável e bom, como um ”boom”.
Para a pessoa criativa, desde que ela se considere criativa, é algo que faz parte dela, procurará explicar para si mesma, reagirá com naturalidade, outras vezes com segurança em relação a si, se lançará a experiências abertamente sem preocupação com resultados. Ela vive as suas possibilidades sem precisar explicar.
O homem cresce e se apóia na sua criatividade, criar é trazer presente o viver humano, é a “capacidade mais requintada que o ser humano desenvolve e exercita” (Sakamoto, 1990).

Ponto de Partida da Criação Humana
A atividade criativa é desenvolvida em interação com as influencias do ambiente.
Todo ser humano é potencialmente criativo, depende da influência do ambiente.
Em alguma circunstância ou ambiente revelará impedimentos ao desenvolvimento global do individuo, que acarretará em estados patológicos ou de grande prejuízo.
O ser criativo se manifesta a partir de sua singularidade e na condição da pluralidade do existir humano. As primeiras ações criadoras do ser em sua existência são a construção de um a noção de identidade pessoal e do mundo que nos circunda. O que permite articular uma relação entre o Eu e o mundo, garantindo a adaptação do ambiente.
Donald Woods Winnicott, psicanalista, ampliou a visão de Freud sobre mundo interno subjetivo, sugerindo o conceito de espaço potencial, que é intermediário entre a realidade interna e a realidade externa e, na qual participam as duas, em sobreposição.
O criar neste prisma depende de um Ser Eu numa rede de relações reais e significativas no mundo, do Eu em Inter-ação.

Criatividade, Felicidade e Liderança
O viver humano é permeado de desafios e vivemos em busca da Felicidade. A nossa primeira construção é o Eu, depois estabelecemos nosso grupo de referência, edificamos o viver, acrescentando as aprendizagens, o desenvolvimento de capacidades, e o aprimoramento de nossa Criatividade.
Criar é o ato subjacente ao viver que está à serviço do propósito de ser feliz.
O conceito de Felicidade é um produto da experiência da consciência sobre o Eu e nosso viver, uma meta alcançável, pois a consciência sobre a trajetória vivida constitui um plano, podendo garantir sua realização.
A liderança não aprendida, mas construída ao longo de um viver de modo próprio.
A pessoa criativa constrói a sua felicidade e pode dar um testemunho de Felicidade humana. O líder não dá testemunho de felicidade, mas dá testemunho da seriedade que é buscarmos a condição criativa de sermos felizes.

Aladim de As Mil e Uma Noites – Uma discussão sobre a criatividade na adolescência.
A adolescência é um momento criativo por excelência na existência humana. O adolescente enquanto individuo em estado de profunda transformação bio-psico-social, exerce um importante papel social. Sua postura de questionamento, confere uma abertura para introduzir o que é novo, revitalizando a realidade existente, por isso, ele é considerado excepcionalmente criativo. No conto de Aladim, vemos a Lâmpada Maravilhosa uma metáfora da capacidade criativa que concretiza planos e desejos singulares, que modificam o curso de uma existência. Encontramos um jovem em busca de ideais, que além de modificar o seu destino, modifica o de algumas pessoas que o cercam.Na estória de Aladim, ele buscava seus próprios projetos, ele era capaz de imaginar o que estava além de sua realidade imediata. Sua capacidade de abstração e imaginação diferenciada, lhe permitiam realizar seu modo criativo de modo mais efetivo. A lâmpada remete a capacidade de sonhar e concretizar o que o Eu busca - representa o potencial criativo. Obter a lâmpada é se despojar de intenções pré-estabelecidas, lançar-se a experiências e ser espontâneo, surpreender-se com o obtido, o que permite encontrar a si mesmo.O Eu e o imaginário possuem como na estória de Aladim, um acesso restrito que é condicionado pela busca da subjetividade e está associado ao processo de auto-conhecimento.

Inteligência

Somos seres pensantes
Inteligência é conteúdo, assim como a emoção, mas é frequentemente associado como uma capacidade. É a solução de um problema novo para o individuo, é a coordenação dos meios para atingir um certo fim, que não é acessível de maneira imediata; enquanto o pensamento é a inteligência interiorizada e se apoiando não mais sobre a ação direta, mas sobre um simbolismo. Um dos aspectos mais pesquisados do pensamento foi a inteligência.

Uma das concepções que o censo comum apresenta sobre a inteligência: qualidade que as pessoas possuem para resolver corretamente um problema. Outra concepção de inteligência inclui a qualidade de adaptar-se a situações e novas e aprender com facilidade.
A abordagem da Psicologia Diferencial
Acredita que a tarefa da ciência é estudar aquilo que é observável e mensurável. Podendo ser medida através dos comportamentos humanos.
Os testes de inteligência = Quociente de Inteligência (QI), é obtido relacionando a idade da criança com seu desempenho no teste, tendem a ser estáveis quando as condições de desenvolvimento da criança também são.
Existem problemas com os testes, como a rotulação ou classificação das crianças como deficiente, normal ou superdotada, gerando expectativas sobre o comportamento delas.

A Abordagem dinâmica.
Abordagem clínica da personalidade, uma nova forma de interpretar os dados obtidos por meio dos testes psicológicos, que não são medidas da inteligência, mas medidas da eficiência intelectual do individuo. A inteligência deixa de ser estudada como uma capacidade isolada, para ser pensada como uma capacidade cognitiva e intelectual que integra a globalidade humana, feito em função de sua personalidade e de seu contexto social.

Emoção e Motivação

Os estudos da vida afetiva.
Não são todas as teorias que consideram a importância da vida afetiva. Estudar apenas alguns aspectos do homem é considerá-lo um ser fragmentado.
Emoção e sentimento hoje no estudo da vida afetiva, já fazemos uma distinção mais precisa entre estes termos: a emoção como estado agudo e transitório. Ex.: ira. E o sentimento como estado mais atenuado e durável. Ex.: a gratidão.

OS AFETOS podem ser produzidos fora do individuo, a partir de um estímulo externo, pode também nascer, surgir do interior do indivíduo.
Para a psicanálise, não há afeto sem representação, isto é, sem idéia, a idéia a qual o afeto se refere pode estar inconsciente. (matrizes psíquicas dos afetos: prazer e dor).
Dois afetos constituem a vida afetiva: o amor e o ódio.
Os afetos ajudam-nos a avaliar as situações, participam ativamente da percepção que temos das situações vividas e do planejamento de nossas reações, função esta caracterizada como função adaptativa.
Os afetos muitas vezes são enigmáticos para quem os sente, nem mesmo quem os vivencia consegue explicar; podem ser enigmáticos para aqueles que os supõem em nós a partir a de alguma expressão, onde nossa reação não condiz com o que sentimos.

AS EMOÇÕES são expressões afetivas acompanhadas de reações intensas e breves do organismo, em resposta a um acontecimento inesperado ou um muito aguardado. Nas emoções é possível observar uma relação entre os afetos e a organização corporal, ou seja, as modificações que ocorrem no organismo, como distúrbios gastrointestinais, cardiorrespiratórios, sudorese, tremor.
Outras rações orgânicas acompanham as emoções e revelam vivencias ou estados emocionais, fugindo do controle.
Todas estas reações são importantes descargas de tensão do organismo emocionado, pois as emoções são momentos de tensão em um organismo, e as reações orgânicas são descargas emocionais. Nossa cultura estimula algumas reações emocionais e reprime outras. As emoções são muitas: surpresa, raiva, nojo, medo, vergonha, tristeza, alegria, paixão, atração física – ora são mais difusas ora mais consistentes: às vezes encobertas, às vezes não. Por estarem diretamente ligadas à vida afetiva estão ligadas também à sexualidade (amor).

OS SENTIMENTOS diferem das emoções por serem mais duradouros, menos “explosivos” e por não virem acompanhados de reações orgânicas intensas. As emoções e os sentimentos são como alimentos do nosso psiquismo e estão presentes em todas as manifestações de nossa vida, não podemos nos compreender sem os sentimentos e as emoções. A apreensão do real é feita de modo sensível e reflexivo e, portanto, realizada pelo pensar, sentir, sonhar, imaginar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Multideterminação do Humano: uma visão em psicologia

Os mitos sobre o homem
Bleger, em seu livro Psicologia da conduta, sistematiza pelo menos 3 mitos filosóficos que apresentam a idéia de que o homem nasce pronto:

O mito do homem natural: homem como possuidor de uma essência original que o caracteriza como bom, possuindo qualidades que, por influencia da organização social, se manifestam, perdem ou modificam. (o homem é bom, a sociedade que o corrompe).

O mito do homem isolado: homem como um ser isolado, não social, que desenvolve gradualmente a necessidade de relacionar-se com os outros. (torna-se humano com o convívio).

O mito do homem abstrato: o homem surge como um ser cujas características independem das situações de vida.

Afinal, quem é o homem?_ as propriedades que fazem do homem um ser particular, que fazem deste animal um ser humano, são um suporte biológico especifico, o trabalho e os instrumentos, a linguagem, as relações sociais e uma subjetividade caracterizada pela consciência e identidade, pelos sentimentos e emoções pelo inconsciente. Com isso queremos dizer que o homem é determinado por todos esses elementos. Ele é multideterminado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fapcom, Pensamentos Imperfeitos, e Interjeições.


Muita gente faz muita coisa de inútil...eu sei, também perco tempo com futilidades. Vou fazer algo de útil, usar meu blog para também passar conhecimento...hoooo!!
Pensando sobre o que faço de importante na minha vida, meus estudos, e que aqui sou um pouco de mim. Decidi postar neste blog um pouco do que faço na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Já que comunicar-se aqui é palavra-chave.
Como comunicóloga e futura jornalista, deixarei aqui também meus pensamentos imperfeitos que tenho sobre as minhas aulas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Não quero o "tudo"

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarisse

Sei que tudo está ao meu alcance...à minha altura de relizações futuras e presentes, mas nunca me perguntaram se quero este "tudo"... humildemente ou não, pois querer ja trás uma petulância, digo que não quero o tudo.

Quero ser mais eu, rir e chorar sem saber o por quê, não dar explicações, nem tudo tem explicação.
Não me vergar ao caos urbano, fazer as coisas no meu tempo.
Esquecer que os dias tem metas e regras, pois quero fazer as coisas sem pensar se faz sentido.
Eu quero é ir de encontro aos desafios da vida, pois um caminho conquistado por mim, será como um certificado de que eu consegui fazer o diferente.
Sonhar o impossível, o possível (que quero) será conquistado. É dificil perder-se, mas eu quero me perder, seguir acreditando que à minha frente encontrarei diferenças, o que é igual ja me acostumei...a costumar-se com a vida é sucumbir-se ao tédio e a monotonia.
Quero ter Coragem para seguir determinada, ignorar os outros, pois são apenas os outros.

domingo, 3 de agosto de 2008

para meu companheiro de todas as horas

São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos
Você que acendeu a minha vida
Não deixe nunca o brilho se apagar

Meu amor
Se eu pudesse traduzir meu coração
Todas as poesias feitas da paixão
Não seriam o bastante pra dizer

Meu amor no silêncio dos teus braços eu já sei
Que no teu abraço eu já encontrei
O lugar perfeito pro amor viver

Meu amor que transforma o mundo inteiro
Em um jardim
Que me faz acreditar que é pra mim
Que a lua se derrama pelo mar

Meu amor
Eu sabia antes de te conhecer
Que os meus sonhos me guardavam
Pra você
Esperando a hora de te encontrar

São teus olhos
A luz de mil estrelas são teus olhos
Teus olhos

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mar com cheiro de livro velho

Foi a primeira vez que vi o mar. De perto é muito diferente das figuras dos livros empoeirados de uma pequena biblioteca do meu pai, ele era um apaixonado por histórias, das mais emocionantes, com drama, suspense, mocinho e bandido, amor dessas de nos deixar ansiosos pra saber o final, ate as mais sem graça, que eu não entendia nada, até um dia saber que eram metáforas, que a intenção era ter uma moral no final.
Dos sete filhos, eu fui o único que herdou essa paixão pela leitura.
Tem coisas que as palavras não conseguem decifrar um delas é a brisa do mar, forte e suave ao mesmo tempo, é, nenhuma, palavra explica. Foi a primeira vez que senti a areia molhada nos meus pés ainda pequenos, uma experiência maravilhosa é essa de conhecer e desfrutar coisas novas, mesmo sem conseguir traduzir em palavras.
O intrigante é que hoje depois de tantas idas à praia, continuo adorando a maresia, mas sempre que me lembro do mar, me vem à cabeça uma das figuras com cheiro de livro velho que um dia vi em algum dos livros do meu pai, um mar escuro e sombrio.
Um homem apaixonado por historias e pela família, era um típico pai de punho forte, que por muito tempo foi como um herói pra mim, desses com capa e super poderes. Quando sentava em sua poltrona de couro, rústica e velha no canto da sala de visitas. Ninguém podia sentar nela, eu sempre gostei de me sentar era no chão, par ouvir uma de suas historias, nem sempre entendia, mas minhas curtas respostas, eram o suficiente.
- Sempre que você ler uma história, uma boa historia, de estilo, idéias, simples e complexa, ainda assim vai sentir falta de alguma coisa. Sabe o quê?
- Não – nem prestou atenção no que eu falei; e já foi respondendo.
- O pecado. Toda história tem que ter algum pecado. Porque é o pecado que move o mundo. É o que nos salva e nos condena. Concorda?
- Concordo. – eu ainda iria refletir sobre aquilo, mas não tinha a mínima idéia do que ele falava, mesmo assim continuava o meu herói.
Eu não tenho filhos, nunca casei, seria bom repetir esses momentos, era quase um ritual para o meu pai.
Sempre muito entendido do que dizia, se meus filhos me vissem assim, também me achariam um herói.
Sou um homem um tanto solitário, trabalho em casa, não saio muito, o jornal me cobra prazos de entrega, sou escritor, colunista no momento, gosto de criar personagem, acho que me vejo em muitas das moinhas criações, talvez uma maneira de ter uma vida mais agitada e emocionante que a minha.
Quase tudo o que eu ganho é par pagar meu apartamento e minhas empregadas, uma cozinheira e uma faxineira.
- Bom dia Seu Carlos. Vai sair hoje?
- Bom dia Dona Nanci. Hoje não, tenho muito trabalho.
- Tem feira, vai querer alguma coisa especial pro almoço.
- Não, prepara qualquer coisa, gosto do que faz.
Eu não sei cozinhar é a Dona Nanci que faz tudo pra mim.
Uma parte do dinheiro que eu ganho vai para ajudar a Marta, minha mãe, como costureira ela não ganha muito, ela sente tanta falta do marido.
Com o que sobra quase sempre compro livros, por isso a faxineira, não tenho tempo nem paciência pra tirar pó de tanto livro, gosto de ler e apreciar a obra e só, um dia ainda não terei onde pisar em minha casa. Fiquei coma biblioteca do meu pai, tem muita literatura, ma a maioria são de autores filósofos. Assim que aprendia ler, percebi muitos nomes estranhos, ate achava engraçado, o que me encantava eram as figuras, poucas, mas lindas o suficiente pra sozinho, eu também criar minhas historias.
- Que imaginação esse menino tem. – dizia minha mãe.
João Sapateiro, é assim que chamam meu pai, nome simples, João, nome forte João. Era difícil chamar um herói de João Sapateiro. Por causa do meu fisco fraco e mago, sem pré chamaram no diminutivo, da infância à fase adulta. “Carlinhos, entra menino! É hora do almoço”, “e ai Carlinhos, ‘vâmo’ pro bar mais tarde?”.
Amanha vou à praia, refletir um pouco, tentar esquecer a correria e os problemas, ser saudosista, lembrar do meu pai, e naquela poltrona velha, não que pra isso eu tenha que parar pra me lembrar dele, ver a figura de um mar revolto escuro e sombrio, mesmo diante do contrário, é da figura que eu gosto, me lembra as histórias que meu pai contava.
- Dona Nanci, eu mudei de idéia. Prepara um pudim pra mim na sobremesa? – meu pai amava pudim.

quarta-feira, 28 de maio de 2008


Hj eu acordei com raios de sol brincando no travesseiro

Despertei sorrindo, com fome de vida, de desafio

Sinto que o próprio dia espera o alvorecer

Para ser autentico para ser mais dia

Sinto intensamente cada dia... como se fosse o último, único

Antes que se torne ontem...

Sem cobrar do amanha...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Soneto de Fidelidade



De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vive-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Para...




Para as lágrimas
Um lenço!
Para as flores
Um perfume!
Para o pé
A valsa!
Para a valsa
Uma canção!
Para os olhos
Uma flor!
Para a vida
A felicidade!
Para o coração
O amor!
Para mim
Você!
Para você
Eu!
Para sempre
Nós dois!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O TEMPO

O tempo é lento demais para aqueles que esperam.
Rápido demais para aqueles que tem medo.
Longo demais para aqueles que sofrem.
Curto demais para aqueles que se alegram.
Mas para aqueles que amam o tempo é eterno.

O vento é o mesmo, mas suas respostas são diferentes em cada folha.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Incomparável

O que falar de algo tão sublime entre as coisas mais simples da vida? É o mais nobre dos sentimentos que cresce à sombra do desinteresse, que se nutre brindando e floresce a cada dia com a compreensão. É o sentimento mais imcompreendido e o pior interpretado.
Não admite sombras, nem fingimentos, rusticidades, nem renuncias. Exige sacrificio, coragem, e verdade.
Como disse Pessoa "a vida não é medida pelo número de vezes que você respira, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego de tanto rir, de surpresa, de êxtase, de felicidade ", e por isso ter uma amigo é maravilhoso, mas ser amigo de alguém é melhor ainda, pois o único modo de se ter um amigo, é ser um amigo!!
Aos meus amigos com muito carinho!! amo vcs!!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Tristeza

Deixo esta mensagem para alguém que criou em mim a espectativa de ser feliz e que me deixou triste quando a vida nos separou.


É tudo tão triste quando perdemos alguém que amamos, o mundo fica tão vazio, e as lembranças que ficam nos fazem chorar.
Será muito difícil ainda não chorar por você, agora que me deixou. Será mais difícil ainda suportar a sua ida. Chorar por alguém pesadamente, é intenso demais, e a minha vida não merece, e mesmo assim, choro por ter que encarar a realidade: me deixas-te.
Só quem parte desta vida sabe o que é ser feliz e os que ficam choram por quem parte, vendo a tristeza de quem chora e sofre.
Ao me olhar no espelho, percebi que no canto dos meus olhos caiam lagrimas de tristeza e solidão, foi a partir daí que comecei sentir a falta que você me faz, que com você ficou um pouco de mim, que minha vida perdeu um pouco do seu sentido. A explicação para sua ida é que essa aconteceu por decisão superior e que era o melhor a ser feito, porém isso conforta o coração, mas não acalma a alma. Porque, a parte que você ocupa em mim sofre só e assim chora de tristeza.
Élida Silva.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Começo

A possibilidade de alguém encontrar nas minhas palavras um conforto, torna-me feliz,
de descobrir comigo uma idéia revolucionária torna-me satisfeto,
de ir ao encontro de um mesmo objetivo torna-me completo.